quarta-feira, 10 de março de 2010

Invencionices

Eu não sou filha de escritores, mas meus pais não liam, inventavam as histórias que eu ouvia. Até hoje eu não sei de onde saiu tanta criatividade, talvez eles concebessem em mim um lugar para se refazer das fantasias que quiseram viver quando crianças. Sorte a minha. Religiosamente, antes de dormir, e de acordar, foram raras as vezes em que não acordei com uma história já em sua metade. Talvez por isso eu adore começar os livros pela metade, a final, ler livros é como conhecer uma pessoa, impossível ser do começo. Livros não são obras de arte, são os degraus em que calço a minha existência.São pontes para que eu acesso o inimaginável em mim.

3 comentários:

Fernanda Gasparetto disse...

Laura, que lindo seu texto. Gosto muito de ler as postagens que falam da infância, pois me faz relembrar da minha própria infância. Meus pais não eram adeptos a contar histórias, mas meu avô (paterno) sempre reunia os filhos e netos para contar suas histórias vividas em outros tempos, são lembranças maravilhosas! Que a gente nunca vai esquecer...

agnes! disse...

Que linda sua historia :D
Faz sentido ler os livros pela metade, mas eu nao conseguiria!

Márcia Fortunato disse...

O que os escritores procuram nos livros que lêem? Você já pensou nisso? Se pensarmos a leitura como uma forma de diálogo, como compreender, por exemplo, o comentário que a Fernanda fez sobre esta sua postagem? O que nos faz gostar ou não de um texto?
Laura, fica aí um convite à reflexão.
Beijo, Márcia.