terça-feira, 15 de junho de 2010

Seminário 2 - Pergunta da Samanta


O texto “A história da leitura”, apresenta a passagem da leitura oral para a silenciosa, colocando a leitura silenciosa em evidencia como um ganho histórico. Com base no texto e levando em consideração suas experiências pessoais, reflita sobre a diferente sensação, interpretação e atenção que se dá a um texto lido silenciosamente por você, e um lido em voz alta para você.


Quando leio um texto em minha mente, ou seja, silenciosamente, faço inúmeras pausas, sejam elas por distração ou mesmo para fazer referências e ampliar assim o significado do texto. Acredito que minha leitura silenciosa tem grande valor interpretativo. Porém, percebo que quando estou com alguma dificuldade de entendimento recorro à leitura em voz alta, como se quisesse fazer o texto saltar do papel e entrar dentro de mim. Normalmente, depois de entendido o trecho, volto a fazer a leitura silenciosa. Também é interessante lembrar que quando tenho que fazer qualquer leitura em voz alta, que não seja para mim mesma, o significado do texto fica há anos luz de distância de mim. Isso porque minha atenção está voltada para que a leitura saia perfeita e que todas possam entendê-la, a qual acaba sendo inútil para mim, pois normalmente não me lembro nem uma letra do que li. Assim como mostrou o seminário, a leitura silenciosa nos permite adentrar mais profundamente no texto, em seus diferentes tons e significados, pois o tempo de leitura quem faz é o próprio leitor.

Um comentário:

Márcia Fortunato disse...

Laura, acho que hoje a leitura em voz alta tem finalidades específicas: quando estudamos, como você disse, para forçar nossa atenção para a materialidade das palavras, quando lemos para uma criança, de modo a tornarmos esse texto acessível por meio da voz, quando ilustramos uma palestra, conferência ou aula, para compartilhar.
Porém, mal utilizada, torna-se um péssimo recurso. Já ouviu uma conferência em que o locutor lê um texto escrito o tempo todo? É um desastre, não é?
Beijo, Márcia.